CAMILO CASTELO BRANCO

CAMILO

Biografia
Bibliografia
Boletim da C. de Camilo
Camilo Castelo Branco
Camilo C. Branco
Camilo C. Branco (outro)
Camilo (outra biografia)
Casa Museu de Camilo 
Vida e Obra
Visconde Correia Botelho

DA OBRA

A Queda d'um Anjo
Amor de Perdição
Amor de Perdição (outra)
Amor de Perdição (obra toda)
Amor de Perdição (Análise)
Cartas a Vieira de Castro
Cavar em Ruínas
Coisas que só eu sei
Coração Cabeça Estômago

Estudo sobre G. Junqueiro
Eusébio Macário
"Semeei muito mas mal"

A CORJA. Continuação de Eusébio Macário, Porto, 1880


SOBRE CAMILO

A Morgada de Romariz
A novela Camiliana
As cidades e as outras terras
Camilo (estudo espírita)
Camilo polemista
Centenário (selos)
Maria Moisés de ...
O humor em Camilo
O sangue (peça de teatro)
O suicídio
Um Olhar sobre ...


Camiliana: Conjunto de livros escritos por ou sobre Camilo Castelo Branco (in  "Dicionário técnico de termos alfarrabísticos, Paulo G. Ferreira)

"Seja qual fôr o lugar que se atribua, na literatura portuguesa, ao assombroso novelista e panfletário, ninguém pode julgar como um entusiasmo apenas passageiro o crescente culto de Camilo. Há quem estranhe que êsse culto seja mais intenso que o de Camões e quem cite outras poderosas individualidades da nossa literatura, rivais da sua glória, como Herculano e Antero. Sem discutir a justiça de semelhantes reparos, o que não se pode apoucar é a impressionante grandeza e a emoção que se desprende da obra e da vida de Camilo. Irregular sob o ponto de vista moral, torturado pela nevrose, sacudido entre o riso do sarcasmo e o chôro convulso, criador das mais ideais figuras de mulher e dos tipos mais repelentes ou risíveis, possuindo a imaginação dum grande romancista e novelista, a erudição dum investigador paciente, a visão do historiador, a análise que pinta os vícios e as paixões, e a linguagem mais rica e mais expressiva, dentro dos moldes tradicionais - Camilo parece a um tempo romântico e realista, mas não pertence, na verdade, a escola algma. A sua existência cativa, tanto como as suas obras, os que estudam tão poderosa e excepcional figura. O epilogo macabro do primeiro sentimento, desenterrando o cadáver da mulher, o adultério, a loucura dum filho e a devassidão do outro, a cegueira, o suicídio, e, antes e depois da morte, a indiferença duma sociedade que só agora vai acordando para a evocação carinhosa do grande escritor, contribuiram para tornar cada vez maior o número dos camilianistas, a sua devoção fervorosa, inquieta e absorvente, em nada inferior à que, na França, por exemplo, manifestam os coleccionadores e admiradores de Stendhal e de Balzac".

[Extracto do prefácio ao "Catálogo de Obras Antiga e Modernas. Edições de luxo, tiragens especiais, e também de uma das mais completas Camilianas onde se encontram as principais raridades do grande Mestre", Livraria de João d'Araujo Moraes, Lda, 1924 e posto a venda em 8 de Janeiro de 1925]


A paixão por e sobre Camilo, sua vida, geneologia, bibliografia e obra, é das mais fascinantes para um neófito amante do livro. Quando o novato entra em contacto com a vastidão da obra do Mestre, e sobretudo com a devoção de camilianistas fervorosos, fica esmagado pelas polémicas bibliográficas a seu respeito, pelos curiosos episódios em torno da compra ou aquisição de algumas das suas obras, pela dificuldade imensa em reunir algumas peças da sua imensa colecção, em suma perante a questão camiliana. Certo é que, desde sempre - e até hoje - a polémica entre os adeptos de Camões, Camilo, Queiros, Herculano, dividiu os homens da cultura portuguesa. Mas, seguramente, nunca o culto de Camilo foi esquecido ou deixou de ser renovado. Assim, a par da imensa obra do escritor, existe uma outra, de igual estimação, sobre o Mestre: ele é polémicas em torno de pseudónimos usados por Camilo; debates sobre anotações de exemplares que lhe pertenceram; interpretações várias sobre as suas cartas, paixões, polémicas, edições fac-similadas abusivas, retratos, num nunca mais acabar de trabalhos sobre a admiravel obra do escritor. Alguns dos mais eruditos e devotos Camilianos, como Silva Pinto, João de Meira, Maximiano de Lemos, Alberto Pimentel, Manuel dos Santos, Henrique Marques, Custódio Jose Vieira, Júlio Dias da Costa (citados de: "A continência do galucho", por Jorge de Faria, in Catálogo da biblioteca que pertenceu ao distinto homem de letras e grande camilianista Dr. Júlio Dias da Costa, .....), Alexandre Cabral, Carmo e Costa, etc.. foram camilianistas exemplares, apaixonados e sinceros. Uma outra maneira de conhecer o assombroso da questão camiliana, pode ser feita através dos leilões de livrarias e bibliotecas particulares, que ao longo dos anos foram feitos. Sendo de grande dificuldade uma exaustiva Bibliografia Camiliana, deixemos meia dúzia de obras sobre o tema, para que o amante dos livros, possa recolher as informações que desejar.

- "Achega para uma bibliografia das bibliografias Camilianas", Lisboa, Biblioteca Nacional, 1990, 33 p. 

- CABRAL (ALEXANDRE) - "Dicionário de Camilo Castelo Branco", Caminho, 1989

- CABRAL (ANTÓNIO) - "Camilo de perfil" (1914); "Camillo desconhecido" (1918) e "As polémicas de Camilo" (1925)

- [Camilo C. Branco ?] - CATÁLOGO da preciosa Livraria do eminente escriptor Camillo Castelo Branco, ...,Mattos Moreira & Cardosos, Lisboa, 1883, 4-80 p.

- "IN MEMORIAM DE CAMILLO" - Edição de Ventura Abrantes, Lisboa, 1925

- LIMA CALHEIROS (JOSÉ PEDRO DE) - "Catálogo das obras de Camilo Castelo Branco, Visconde de Correa Botelho", Porto, 1889   [e ainda de ...] "Additamento e continuação das obras de Camillo Castelo Barnco, Porto, 1890

- MARQUES (HENRIQUE) - "Bibliographia Camiliana", 1ª parte, Lisboa, 1894

- MARQUES (HENRIQUE) - "As tiragens especiaes da obra de Camillo", in A Revista, Porto, 1903-1904

- MOTA (JOÃO XAVIER DA) - "Camilliana. Colecção das obras de Camillo Castelo Branco", Rio de Janeiro, 1891

- NEVES (ALVARO) - "Camillo Castello Branco - Notas à margem em vários livros da sua biblioteva recolhidas por ...", Lisboa, 1916, 161 p.

- NEVES (ALVARO) - "Estudos Camillianos - Bibliographia e Bibliotheconomia", Lisboa, 1917, 16 p.

- PIMENTEL (ALBERTO) - "O romance de romancista" (1890) e "Os amores de Camillo" (1899)

- SANTOS (MANOEL DOS) - "Revista Bibliografica Camiliana", Lisboa, 1916, III vols  

- SANTOS (JOSÉ DOS) - "Descrição bibliográfica da mais importante e valiosa Camiliana que até hoje tem aparecido à venda no mercado compreendendo tôdas as obras originais, traduzidas ou prefaciadas por Camilo Castelo Branco tanto em suas primeiras como em susequentes edições"", Lisboa, 1939


“Dizia um filósofo humanitário a certo povo infeliz: ‘Sede melhores, e vós sereis mais felizes’. E o povo respondeu ao filósofo humanitário: ‘Fazei-nos mais felizes, e nós seremos melhores” [C.C.B., in A Verdade, 1856]

 “Que me importa a mim o futuro? Caído por este desfiladeiro da vida , com os olhos fitos lá em baixo na terá negra do túmulo, - que tenho eu contigo, futuro? (…)

Eu sou do passado: ficou-me lá o espírito; amo o tempo que foi: vivi então mil séculos num instante – amarguei-os, mas que importa?” [C.C.B., in O Nacional, 1948]

 “É inegável que somos europeus, e até podemos avançar que se fala de nós lá fora como um povo civilizado (…) Caminhamos airosamente na via láctea do progresso, porque as estradas cá em baixo o mais que podem é pôr-nos em contacto com o progresso dos antípodas por meio dos abismos insondáveis que o macadame aperfeiçoou (…)

 Temos tudo quanto podem ambicionar os netos daqueles que civilizaram mundos novos. Só nos falta – diga-se a verdade sem presunção – falta-nos uma pequena coisa, que faça os homens bons: falta-nos a virtude e a moral; falta-nos o respeito à lei, e a lei que deva respeitar-se; falta-nos esse quasi nada que faz dum povo de traficantes e de corruptos uma sociedade de irmãos e amigos “ [C.C.B., in O Portuense, 1853]

                                     

Camilo por Tossan

Camilo por  Tossan

Ano de emissão:1925

Centenário do nascimento de Camilo. Desenho de Alberto Sousa

Da Fotografia União, do Porto (1882)

Camilo Castelo Branco, desenho de Manuel Macedo 

Centenário do Marquez de Pombal ... sl, sd, 4 pgs de 45X31 cm

Escrito de Camilo de grande raridade 

Muito raro opúsculo de Camilo

"Maria! Não me mates que sou tua mãi!", 1848 

Revista Bibliográfica Camiliana

Camilo na "Revista Ilustrada"

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